Por que a Art Fair passa a se chamar Mostra de Arte e Cultura

Por muitos anos, a Art Fair fez parte do calendário da Educação Infantil da be.Living como um momento de tornar visíveis os processos artísticos vividos pelas crianças ao longo do ano. Investigações de materiais, aproximações com diferentes artistas, experimentações e produções ganhavam uma curadoria cuidadosa e eram compartilhadas com as famílias em uma mostra pensada também em seus aspectos estéticos.

Mas a partir deste ano, a Art Fair passa a se chamar Mostra de Arte e Cultura. Mais do que uma mudança de nome, a escolha traduz uma ampliação do olhar sobre algo que já acontece diariamente na escola e que pode ser compartilhado com as famílias e com toda a comunidade.

Os projetos desenvolvidos na Educação Infantil, que abrangem diversos campos do conhecimento, partem de investigações que mobilizam perguntas, descobertas, hipóteses e diferentes formas de conhecer. “As vivências relacionadas às artes surgem justamente a partir dessas investigações. É um trabalho muito rico, de muitas construções, de um olhar muito cuidadoso e de muita sensibilidade. Até então, chamávamos as famílias à escola, em um outro momento, para compartilhar como havia acontecido a construção dos projetos e esses processos de investigação”, explica Patricia Pavan, diretora da escola.

Mas a equipe percebeu que apresentar apenas os processos artísticos deixava de fora uma parte importante do caminho percorrido pelas crianças. Arte e investigação não acontecem de maneira separada: os projetos criam contextos, despertam interesses e alimentam experiências que podem ser elaboradas e comunicadas por diferentes linguagens.

“Fomos entendendo que daríamos muito mais visibilidade às aprendizagens se trouxéssemos todas essas descobertas em um único evento . O projeto se constrói todos os dias, na relação entre o olhar das crianças, as experiências que vivem e os contextos que criamos. Nesse percurso, as diferentes linguagens permitem às crianças elaborar perguntas, testar ideias e construir sentidos sobre o mundo. É por meio delas que as crianças não apenas expressam o que sabem, mas também constroem novos conhecimentos.”, afirma Patricia.

É também nesse sentido que a cultura ganha espaço no novo nome da mostra. Não apenas como algo que chega às crianças de fora, mas como aquilo que elas próprias produzem, compartilham e transformam em suas relações e experiências. Uma cultura da infância, que se revela na maneira como observam o mundo, formulam ideias, atribuem significados e comunicam suas descobertas.

A mudança não pretende alterar o fazer das crianças, até porque o foco do trabalho nunca esteve no produto final. O que se amplia é a possibilidade de tornar mais visível todo o percurso: como uma ideia nasce, como uma pergunta se transforma, como uma investigação se desenvolve e como as diferentes experiências vão sendo elaboradas e ressignificadas.

Assim, ao visitar a Mostra de Arte e Cultura, as famílias poderão encontrar não apenas produções artísticas, mas também os caminhos que deram origem a elas. Um convite para acompanhar mais de perto a forma como as crianças constroem conhecimento e perceber que cada desenho, composição, registro ou criação carrega uma história de pesquisa, pensamento e descoberta.