Ser professora e professor na be.Living é muito mais do que ocupar um cargo: é um modo de estar no mundo, uma escolha que transforma vidas, inclusive a própria. É trilhar, dia após dia, um caminho em que cada gesto é intencional, cada encontro é guiado pelo acolhimento, e cada aprendizagem nasce da força do coletivo. É ver cada criança em sua singularidade, escutá-la com atenção, acompanhar de perto seu desenvolvimento e oferecer as condições necessárias para que ela floresça e manifeste toda a sua potência. É investigar constantemente a própria prática, com dedicação e compromisso contínuos.
Neste ano em que celebramos 25 anos de história, ouvimos as vozes das professoras e dos professores que caminham conosco e que fazem da be.Living muito mais do que uma escola: uma comunidade viva, que pulsa, respira e se reinventa a cada dia, promovendo experiências sensíveis e concretas para construirmos, juntas e juntos, a escola e o mundo que desejamos para nossas crianças.
“Essa é uma escola com um propósito muito claro, com um senso de comunidade muito forte”, expressa Camila Maia, coordenadora pedagógica da Educação Infantil. Para ela, estar na be.Living significa pertencer a um grupo que não apenas executa tarefas, mas que acredita, investe e se compromete com uma educação séria, transformadora e inovadora. “Todas as pessoas aqui têm um encantamento, um envolvimento pessoal, um compromisso muito sério com tudo o que acontece. Isso se traduz nas relações com as famílias, com as crianças, na nossa relação interna. Vejo respeito e acolhimento como marcas muito fortes”, completa Camila, destacando que o trabalho coletivo e intencional é o que fortalece a escola e torna suas ações tão potentes.
Essa dimensão de uma escola viva, que se reinventa e propõe revisar sempre as práticas educacionais, aparece também na fala de Letícia Esteves, professora do Ensino Fundamental. “Brinco que já vivi muitas be.Livings. A escola se propõe o tempo inteiro a se repensar, a mudar, a fazer dessa comunidade educadora uma comunidade viva. Queremos olhar para determinado ponto do trabalho, nos debruçar sobre ele, levar o assunto para congressos, para as formações”, conta Letícia, para quem a be.Living é um espaço onde se aprende fazendo junto, investigando, errando e acertando, exatamente como se propõe que as crianças façam.
Essa ideia de que o processo educativo é um caminho compartilhado atravessa muitos relatos. Para Caroline Carvalho, professora do Ensino Fundamental, ser educadora na be.Living “é caminhar junto, construir novos conhecimentos, novos saberes, desconstruir as dificuldades estando lá no dia a dia, aprendendo com as crianças, com a gestão, com os educadores”. Caroline reforça que o papel da professora não é mostrar o que a criança deve fazer, mas “ir construindo com ela seu percurso, dando suporte para ela brilhar e agregar mais ao conhecimento que já tem”.


Na be.Living, a escuta é um valor que orienta as práticas pedagógicas e a convivência. Patrícia Costa, assistente de Coordenação da Educação Infantil, destaca que na escola se aprende a ser humano, a ser parceiro, a ser líder e a ser liderado. “A gente transita muito em diferentes papeis aqui. Aprende a ter escuta, empatia, a olhar para o outro. Cada pessoa tem uma trajetória e precisamos entender e respeitar isso. Acho que isso é algo que levamos para as crianças. Elas não são só mais uma criança, mas um indivíduo dentro do grupo, com vivência, cultura e bagagem próprias”, observa Patrícia.
Esse olhar para as infâncias como potentes e singulares também é central para Amélia Gabriela, assistente de coordenação do Ensino Fundamental. “Foi na be.Living que aprendi a enxergar as crianças como seres potentes, capazes, conscientes e protagonistas de suas próprias histórias. Entendi que elas têm voz, opinião e são plenamente aptas a tomar decisões pensando no bem comum, como vejo acontecer nas assembleias”, conta Amélia, apontando para um dos pilares mais fortes da escola: o protagonismo das crianças.
A relação com as famílias também aparece como um aspecto essencial. Para Otaviana Lima, professora da Educação Infantil, “ser professora na be.Living é acolher também as famílias. A troca com as famílias é um acolhimento gigante, e necessário. É algo gostoso, prazeroso. Quando as crianças já passaram pelo processo de adaptação e acolhimento, é tão bom ver o olhinho deles brilhando, quando eles falam que querem ficar aqui. Da mesma maneira, é muito gratificante testemunhar o sentimento de segurança das famílias”.
O acolhimento, aliás, foi a palavra mais citada pelos professores. Rudra Avella, professor de Yoga, sintetiza: “A palavra que mais representa a escola para mim é acolhimento. É possível sentir isso por parte de todos: professores, orientação, recepção, portaria”. Para Rudra, a be.Living também é um espaço de constante inovação e formação: “Existe um movimento contínuo em querer aperfeiçoar a forma de fazer educação, através de encontros formativos em que todos participam, sempre refletindo sobre qual a melhor forma de formar indivíduos autônomos e conscientes do coletivo”.
Essa liberdade para criar, refletir e inovar é celebrada por Marina Bianchi, que começou como assistente e hoje atua como professora do Ensino Fundamental. “Aqui eu aprendo que todo dia é um novo dia, cada ano será um novo ano, com uma nova turma. A be.Living me proporciona esse lugar para eu criar, seguindo o projeto e tudo o que a escola acredita, mas conseguindo trabalhar com as crianças conteúdos que fazem sentido naquele momento, para aquele grupo ou cada criança ”, afirma Marina. Para ela, o mais importante é que as crianças se envolvam com a aprendizagem: “Se conseguimos despertar isso, já valeu a pena.”



Para a professora Gabriella Renata Muniz Laranjeira, da Educação Infantil, fazer parte da be.Living é sinônimo de fazer parte de algo grandioso, maior do que ela. “É uma junção de forças de todos os envolvidos nesse espaço, e o resultado é esse ambiente gostoso, potente e tão cheio de significado para as crianças”.
O vínculo afetivo com a escola e com o seu propósito é algo que se repete nas falas. Carolina Pinheiro Fioco, professora do Ensino Fundamental, expressa com delicadeza: “A be.Living é afeto, acolhimento e respeito, pelas infâncias e por todas as pessoas que caminham juntas por aqui. É um lugar onde a gente encontra colo, carinho, pertencimento e infinitas possibilidades de aprender e crescer, todos os dias. Se eu pudesse voltar a ser criança, era bem aqui que eu queria estar!”.



