A arte sempre ocupou um lugar essencial na trajetória da be.Living. E especialmente neste ano, em que celebramos 25 anos de existência, ela se tornou o eixo central para revisitar o passado, viver o presente e imaginar o futuro de uma história que vem se desdobrando, com amor e dedicação, ao longo do tempo.
Não por acaso. A arte, como explica Cláudia Mariuzzo, consultora de artes de nossa escola, é uma linguagem que ultrapassa explicações e registros lineares, alcançando o que é vivido por dentro. “Ela não apenas registra fatos, mas traduz experiências, sensações, memórias e formas de sentir o mundo. Ao escolher a arte como caminho para celebrar esse marco, a be.Living reconhece que esta é a linguagem que pode revelar, com tanta sensibilidade, aquilo que as crianças pensam, imaginam, inventam e sentem em relação às suas vivências na escola” – afirma a consultora.

Neste ano especial, a Art Fair da Educação Infantil e a MAC – Mostra de Arte e Ciências do Ensino Fundamental, aconteceram juntas. A decisão de unir as duas mostras nasceu do desejo de criar um espaço de diálogo entre diferentes tempos da infância, percorridos pelo currículo da escola. Aproximar trabalhos de crianças de diferentes idades permitiu revelar caminhos comuns, ampliar perspectivas e fortalecer uma visão integrada da experiência artística. “Queríamos transparecer como a arte percorre o currículo inteiro, do Infantil ao Fundamental, como prática viva, independentemente da faixa etária”, conta Cláudia. Para as crianças, essa aproximação significa perceber que todas as expressões pertencem ao mesmo universo criativo. Para educadoras e educadores, foi uma oportunidade de compartilhar processos, afinar intenções e construir uma escuta pedagógica ainda mais ampla. Para a mostra, essa união trouxe um enriquecimento poético, visual e conceitual, além de expandir a troca entre as famílias.
A educadora explica que ao longo do ano, cada grupo desenvolveu seus próprios projetos, guiados pelo tema central “Once Upon a Time – Era uma vez…”. A partir da escuta dos interesses das crianças, foram criados quatro núcleos de investigação: “Corpo”(Yellow Orange e Year 1); “Abstrações” (Green e Year 3); “Cor, forma e volume” (Red, Year 2 e Year 4) e “Memórias” (Blue e Year 5). As obras apresentadas na mostra surgiram de experimentações, observações, diálogos, escolha de materiais e retomadas constantes das próprias produções. Para Cláudia, o ponto de partida das criações esteve sempre no “pensamento em movimento”, nas descobertas e nas potências expressivas que emergem do fazer artístico.

A proposta de convidar cada criança a olhar para a história da escola através de sua própria percepção, fez emergir aspectos profundos da memória e da imaginação. Cláudia conta que muitas lembranças apareceram de forma espontânea, nas histórias que as crianças carregam sobre a escola, sobre as brincadeiras, as pessoas e os momentos que as marcam diariamente. Já a imaginação expandiu essas lembranças, transformando-as em narrativas híbridas, onde realidade e invenção caminham lado a lado. “As crianças criaram suas obras não como algo fixo, mas como algo vivo. Movimento, cor, humor, poesia e uma multiplicidade de materiais ajudaram a reinventar e ressignificar o passado”.
Esse movimento está muito presente na concepção da arte como prática viva, ideia central no trabalho realizado na escola. Na be.Living, buscamos valorizar o processo, deslocando o foco do produto final para o que acontece enquanto a arte está em ação: o gesto que vira linha, a curiosidade que impulsiona novas tentativas, as conversas que surgem durante a criação, a pergunta que abre caminhos inesperados. “Garantimos essa experiência oferecendo tempo, espaço e diversidade de linguagens, sem pressa para chegar a um ‘resultado final’. O produto existe, claro, mas é consequência de um percurso, nunca apenas o objetivo” – afirma a consultora de arte.

Ao celebrar 25 anos, celebramos também as histórias que constituem a be.Living. Histórias escritas por crianças, educadoras e educadores, famílias e gerações que por aqui passaram e deixaram marcas que seguem vivas no cotidiano de aprendizagens e que contribuíram para a construção da escola que somos hoje. “Essa exposição nos convidou a reconhecer que a escola é feita de muitas vidas que se entrelaçam”, observa Cláudia.

A experiência da Art Fair e da MAC 2025 permitiu que cada pessoa que esteve presente pudesse perceber que a arte não está apenas nas paredes ou nos trabalhos expostos, mas no modo como as crianças enxergam o mundo e honram suas próprias narrativas. Para Claudinha, essa foi a mensagem mais importante: “No fim das contas, nós somos feitos de histórias: as que vivemos, as que contamos e as que ainda vamos inventar juntos.”

Assim, a exposição dos trabalhos de arte realizada neste ano, foi mais que uma exposição. Foi um gesto coletivo de criação e registro de memória, imaginação e futuro. Um convite para celebrarmos a escola pelo olhar das crianças, e, com elas, reinventarmos os próximos capítulos dessa história que segue viva, pulsante e em constante criação.
Assista ao vídeo e reviva alguns momentos do evento.



