be.Living

A cultura brasileira dentro de nossa escola

Você sabia que a be.Living possui uma equipe de Cultura Brasileira? Pois é! A be.Living é uma escola bilíngue brasileira, com objetivos educacionais alinhados com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) e que transcende qualquer ideia de bilinguismo que possa gerar distância ou separatismo entre as línguas portuguesa e inglesa ou entre as diferentes culturas. Ao contrário, a proposta é promover – dentro do contexto bilíngue, o estudo da cultura brasileira e das demais culturas com o objetivo de instrumentalizar e fortalecer nas crianças uma mentalidade que valorize o multiculturalismo e o conceito de que somos todos cidadãos do mundo.

Para que as crianças possam ter acesso aos bens da cultura do Brasil, vivenciando com encantamento suas heranças culturais e estabelecendo uma relação prazerosa com a língua portuguesa, contamos com o trabalho de uma equipe muito competente e sensível de professores de Cultura Brasileira.

Semanalmente as crianças participam de aulas que apresentam as riquezas de nossa cultura e aprendem a valorizar a pluralidade do patrimônio sociocultural brasileiro através de diferentes linguagens como oral, corporal, musical e escrita.

O conhecimento acontece de forma progressiva para todas as faixas etárias. Durante o período da Educação Infantil, as crianças vão conhecendo as manifestações populares do país através de brincadeiras cantadas, da narração de histórias, da mediação de leitura e das cantigas de roda, que estão sempre presentes.

A professora Mafuane Oliveira, que integra a equipe, explica que a língua portuguesa e a cultura popular brasileira são sempre o ponto de partida de atividades diversas que possuem diferentes objetivos pedagógicos.

“No decorrer do ano, as turmas  participam de jogos e brincadeiras com personagens do folclore, estudam festas populares como Festa Junina, Carnaval, Boi Bumba, Boi de Mamão e como cada tradição ocorre de formas diferentes dependendo da região do Brasil. Apresentamos biografias de artistas brasileiros, de mestras e mestres tradicionais e narração de histórias afro-ameríndias para ampliar o repertório das crianças. Através da ludicidade é possível fortalecer a construção da identidade nacional com experiências significativas além de trabalhar questões linguísticas, psicomotoras e os valores éticos”.

A coordenadora do Ensino Fundamental da be.Living, Gabriela Fernandes, explica que a escola é, por excelência, um espaço de cultura. “A escola é uma instituição fundamentada na interação de seres humanos e todo o conhecimento é baseado nessas relações, tanto no que se refere à construção de cultura como no que se refere à transmissão das culturas de diferentes povos e regiões, que vão justificando a existência do conhecimento e a busca por mais sabedoria, seja numa perspectiva histórica ou na perspectiva individual do processo de educação de cada criança. Não se educa sem cultura. Não se ensina a ler e escrever sem cultura. A leitura e a escrita só existem porque são um processo cultural”.

Gabi entende que a escola é o lugar onde aprendemos esses processos culturais e, também, onde aprendemos a assumir papéis significativos dentro de uma sociedade. “A gente vai trabalhando isso com a criança desde que ela é pequenininha. Quando a gente pensa em cultura, a gente tem que pensar em tudo o que constitui o ser humano. Se essa é uma escola que tem o ser humano como o centro do processo de aprendizagem, então, inevitavelmente, as manifestações desses seres humanos vão ser pano de trabalho para desenvolver todos os conhecimentos nas crianças. No Ensino Fundamental, temos um desenho do 1º. ao 5º. ano, que vai passando por toda a constituição do povo brasileiro: a cultura dos povos ameríndios, dos povos africanos, dos povos que vieram da Europa e do Oriente, de todos esses povos que vão constituindo o povo brasileiro, tanto num processo de colonização como num processo de adaptação desses povos originários da terra. Dentro desse processo, vamos entendendo toda a ocidentalização da nossa história e hoje, a escola já está fazendo um movimento de descolonizar o conhecimento e a aprendizagem. Então, seja por meio de um projeto de ciências sociais, de um projeto de arte e ou de música, as crianças vão entendendo também as resistências nos movimentos de cultura e as lutas de classes expressas nesses movimentos culturais, dentro do que cada faixa etária dá conta de refletir, de expandir e de aprofundar”.

O professor Vinícius Medrado, que trabalha a cultura brasileira com as crianças da be.Living por meio da música, diz que nesse momento de pandemia, a aprendizagem está sendo adaptada para as circunstâncias e para as necessidades apresentadas pelas crianças. “As crianças estão com muita necessidade de realizar atividade de corpo e movimento: brincadeiras, danças que mexam o corpo, que soltem a voz, que possam dar vazão à expansão e à expressão, para que não estejam somente sentadas e reduzindo todas as suas possibilidades de existência a movimentar apenas os dedos das mãos, na interação com os eletrônicos. Então, esse é um momento em que estou adaptando conteúdos e brincadeiras da cultura brasileira para o formato do Zoom, buscando atender a essa necessidade específica, para proporcionar para as crianças a plenitude de seu corpo como forma de expressão e de existência, mesmo nesse contexto. Então, fazemos, por exemplo, alguns cacuriás – dança típica do Maranhão, e outras danças, brincando de esconder, abaixar, sair e entrar de volta para a tela… Ou a história do “Bode Pinote”, cantada por um grupo de cultura popular, onde dançamos juntos remotamente, cada um em sua casa, com um cabo de vassoura. Ou ainda, exercitando os movimentos de batuque de pandeiro nos pandeilivros ou pandeicadernos, quando tocamos e cantamos sambas com os ‘instrumentos’ que estão disponíveis em casa. Esses tipos de brincadeira têm dado muito certo, eles estão se divertindo com a aprendizagem”.

Seja no ensino remoto ou no ensino presencial, o coração da cultura brasileira segue batendo firme e forte no corpo de nossa escola. O objetivo de nosso trabalho é criar oportunidades para que as crianças vivenciem os encantamentos da infância por meio da cultura brasileira, tendo sempre em vista, que o multiculturalismo é um pilar fundamental para o exercício de uma cidadania global.

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