be.Living

Uma escola que valoriza os espaços externos e a natureza…

No pátio da be.Living, um imponente ipê florido recebe as crianças com beleza e alegria, anunciando a chegada da Primavera. É um privilégio termos, no quintal de nossa escola, a presença desta árvore potente, acompanhando e contribuindo, de tantas formas, com o processo de aprendizagem de nossas crianças.

Seja em forma de árvore, de horta, do céu, do vento ou da terra pisada com os pés descalços, a natureza acolhe, comove e encanta as crianças, lhes dando senso de pertencimento. É um espaço orgânico e natural para explorar os sentidos, realizar descobertas, aprender brincando e evoluir como ser humano.

Por isso, na be.Living, oferecemos áreas externas, cheias da presença da natureza, para que nossas crianças, tanto da Educação Infantil como do Ensino Fundamental, possam vivenciar experiências marcantes e inspiradoras que culminarão em aprendizagens significativas.

“Quando as crianças da Educação Infantil brincam aos pés do ipê, elas aprendem sobre o tempo, sobre as mudanças, sobre o quanto duram as flores na árvore, observam que depois de um tempo, as flores caem… Sem perceber, elas estão vivenciando os ciclos da natureza, experiência cada vez mais rara entre nós, pessoas que vivemos nos centros urbanos. Na cidade, se vive os sentidos de uma maneira muito limitada, por isso, é fundamental proporcionar para as crianças vivências em espaços externos, principalmente onde elas tenham contato direto com a natureza, com diferentes tipos de materiais, sons e aromas que possibilitem explorar todos os sentidos” – explica Livia Ribeiro, da Reconectta, e assessora de Sustentabilidade da be.Living.

Livia lembra que o termo “desemparedamento da infância”, cunhado por estudiosos, propõe romper com o padrão atual de crianças e adolescentes que passam muito tempo em ambientes fechados, seja em casa, na escola, nos transportes ou em atividades dirigidas. Assim, a escola pode ser um lugar de reencontro com a natureza, estabelecendo essa conexão que é essencial para o desenvolvimento e aprendizado de todos os seres humanos. “Muitas vezes, quando pensamos em natureza, pensamos em uma grande floresta, mas precisamos nos atentar que a natureza também é a horta da escola, por exemplo. A horta da be.Living é uma área externa que eu considero fantástica. É um espaço de aprendizagem tanto em termos curriculares, na área das ciências, através do qual as crianças podem investigar e aprender sobre as partes da planta, sobre os animais, sobre os ciclos de vida, sobre as estações do ano, como também sobre responsabilidade, cuidado, afeto e respeito por todas as formas de vida. É, ainda, uma oportunidade muito preciosa de aprender a plantar a sua própria comida. Poucas crianças vivenciam esta experiência nas grandes cidades. Então, quando penso nas áreas externas da escola, as hortas – tanto da unidade de Educação Infantil como da unidade do Ensino Fundamental, são espaços pelos quais tenho um carinho muito especial”.

Livia ressalta que, além de ser um lugar onde é possível vivenciar a sustentabilidade, seja por meio da horta, da compostagem e de outras ações sustentáveis, o ambiente externo favorece a pesquisa em relação ao próprio espaço. “Quando está fora, a criança pode observar se chove, se não chove, se as coisas mudam de cor, pode sentir onde está mais quente e onde está mais frio. Quando uma leitura ou uma roda de conversa acontece ao ar livre, muitas coisas acontecem. É possível ouvir sons de pássaros e outros barulhinhos, é possível vivenciar diferentes temperaturas – que não podemos vivenciar quando estamos fechados num ambiente com ar condicionado, por exemplo, aonde não passamos nem frio e nem calor”.

Para nossa coordenadora pedagógica Camila Maia, é no contato com a natureza que as crianças exercitam a sua criatividade em plena potência. “Em ambientes externos, as crianças elaboram brincadeiras de jogo simbólico, utilizando elementos naturais como a terra, as folhas que caem, os gravetos, os cascalhos da árvore, a areia, ou seja, materiais não estruturados, que não são de uso convencional e que, por isso, desafiam as crianças para que elas utilizem toda a sua criatividade ao mesmo tempo em que possibilitam a criação de enredos muito diferentes.  Além disso, a experiência com esses materiais causam múltiplas sensações, aprofundando a vivência dos sentidos.  O contato com a natureza é uma forma de a criança conhecer mais sobre ela mesma, desenvolvendo a percepção do corpo e das partes que compõem o corpo dela”.

Camila explica que os ambientes externos propiciam um trabalho muito importante, também, com relação ao desenvolvimento motor das crianças. “O chão de terra, areia ou gramado não são pisos totalmente regulares, nem totalmente rígidos, eles possuem desníveis, as crianças precisam testar o equilíbrio delas. Para subir e descer do balanço que está na árvore, elas precisam fazer força. Nestes espaços, há liberdade para correr, testar possibilidades, brincar com o corpo. Uma brincadeira muito comum das crianças é rolar na grama. Tudo isso permite que elas experimentem e aprimorem suas habilidades motoras, ao mesmo tempo em que são convidadas para a socialização e para o livre brincar”. 

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