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Formação de professores: Um constante aprendizado

A escola é, por excelência, um lugar de formação. É o ambiente do estudo com cerne no conhecimento produzido pela humanidade, no conhecimento do outro e no conhecimento de si. Ela é o lugar da formação cognitiva e da formação cidadã, afinal, é o primeiro ambiente coletivo onde as crianças são inseridas, depois do ambiente familiar.

Por ser este lugar de formação, todos os integrantes da escola devem estar envolvidos em processos formativos. Na be.Living, olhamos para os professores como sujeitos aprendentes, em constante aprendizagem sobre o ofício de educar.  Por isso, as Formações que realizamos regularmente com os professores é a nossa maior ferramenta de trabalho.

A aprendizagem é uma situação de mão dupla: eu ensino quando eu aprendo, e eu aprendo quando eu ensino. Entendemos ainda que, como professores, não ensinamos aquilo que já aprendemos, mas aquilo que estamos aprendendo” – afirma a coordenadora do Ensino Fundamental da be.Living, Gabriela Fernandes.

Gabi explica que na faculdade, os professores aprendem uma visão geral sobre história da educação, pedagogia e didática, mas é impossível aprender sobre a escola quando ainda não se está nela. “Quando os professores entram na be.Living, eles não sabem o trabalho que é desenvolvido aqui, não conhecem o nosso Projeto Político Pedagógico. É a partir desse contexto que ele vai desenvolver o trabalho dele.  Nesse sentido, a Formação de Professores é um instrumento essencial”.

Mas as formações não se restringem aos novos professores. Elas acontecem periodicamente com toda a equipe docente e são fundamentais para o bom andamento do trabalho pedagógico com as crianças. Aqui, todos estão sendo olhados pela escola e pela equipe gestora como pessoas em processo contínuo de aprendizagem.

A coordenadora Gabriela diz que quando o professor experiencia, por si próprio, esse processo de aprendizagem, o processo de ensino aprendizagem que ele desenvolve na sala de aula com o estudante ganha um outro sentido. “É a hora em que conseguimos experienciar uma máxima da educação trazida por Paulo Freire que é vivenciar os processos de ‘ação – reflexão – ação’. Ou seja: eu vou para a sala de aula, eu vivo ali situações muito dinâmicas, e me volto para um processo interno em que faço uma reflexão sobre aquilo que vivi, para depois voltar com a minha ação para a sala de aula. É difícil viver um processo formativo verdadeiro se não houver essa constante pausa para reflexão.  A formação precisa, portanto, ser permanente”.

Assim, com o objetivo de criar ambientes favoráveis para que os professores possam vivenciar um processo reflexivo de suas práticas, realizamos três tipos de Formações na be.Living.

Na primeira, pensando que na escola trabalhamos e construímos a cultura escolar em grupo, reunimos todos os professores juntos, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, para uma Formação coletiva. São um total de 6 encontros em torno de um tema central – sugerido pela coordenação e pela direção, para ser trabalhado e aprofundado durante aquele ano.

A partir deste grande tema coletivo, se desdobram outros temas que serão trabalhados, numa segunda etapa, separadamente pela equipe do Infantil e pela equipe do Fundamental, atendendo às questões específicas que precisam ser olhadas dentro de cada ciclo.

Por fim, este trabalho realizado nos ciclos se ramifica nas formações individuais que realizamos, periodicamente, com cada professor, tratando especificamente de pontos que o professor precisa olhar dentro de sua prática.

“Aqui no Ensino Fundamental, realizamos, ainda, uma formação especialmente voltada para as professoras assistentes. São 10 encontros durante o ano, um a cada mês, em que trago para elas temas fundamentais da educação. Então, desde o momento em que a pessoa que vai trabalhar conosco pisa no chão de nossa escola, ela precisa passar, necessariamente, por processos formativos” – completa Gabriela.

A coordenadora afirma que a formação do professor reflete completamente nas crianças e muda o clima da escola.  “O professor que não estuda não consegue fazer um bom planejamento, não consegue ser reflexivo, não consegue ter a dinâmica do grupo, não aprofunda tema. Na be.Living, o professor sente a necessidade de ser um estudioso porque o trabalho que realizamos aqui vai muito além do livro didático e o convoca para isso. Quem faz a escola são os professores. E para termos professores que condizem com o que a be.Living espera, precisamos formá-los. Como coordenadora, preciso estar ao lado deles, caminhando junto, formando e sendo eu, também, formada por eles. A educação é isso: todos que estão nesse processo são seres aprendentes”. 

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